30 de dezembro de 2017


Viva

Do que você tem fugido? O que esconde? Você convida pra dançar?

Uma parte da minha vida foi vida, a outra foi uma eterna fuga. Fugi de mim mesmo, daquilo que eu temia, e por correr por aí na cidade, feito aquele bicho dos meus sonhos, que mal conseguia tocar o chão, quase levitava, foi que eu me senti incrível. Leve. Parecia, estar livre de tudo. Gravidade, pesadelos, fantasmas, livre de mim. Só seguia, sem saber o que. Na verdade não vivia, minto até vivia, uma sobre vida.


Fui um segredo, minha vida chegou a ser quase desconhecida, não foi eu. Sei que existo, mas quanto aos outros? Permaneci oculto. Faz efeito. Por conta disso deixei de fazer as coisas como deviam ser feitas. Mas há segredos que precisam sair, voar por aí, sou quem sou, isso não é segredo. O mesmo mundo que hoje me encanta e me leva conhecer o que há do outro lado do mar, foi minha prisão, o silêncio da voz interior, que tanto gritou e saiu de mim, alguém ouviu, viu. Aí deixei de ser segredo.

Imagina a vida sem isso. Sem toda a mentira, toda omissão. É vida, de verdade. Simples, tão leve que o vento leva, no mar não afunda. A gente leva. Viver é diferente de sobreviver. Me fiz leve e por isso a vida passou a ser ela. Feito menina assanhada que sorri pelas ruas aí da cidade, vive o melhor de si, conjuga primaveras interiores.

Pensa que vive, mas na verdade luta todos os dias contra algo maior, superestima o medo e cala seus heróis interiores. Lembro da vez que me senti o dono da maior felicidade que já poderia existir. Egoísta? Claro. Derrubei meus muros, fiz voos mais belos que Ícaro e pude perceber a vida fora de uma armadura. Naquele momento eu vivia os inteiros da criação, fui todo verdade.

Não se esconda, viva! Viva o completo, o inteiro, a verdade. Mas leve sempre a mentira com você caso não acreditem. Siga, ainda que não saiba o que, quem sabe siga o sol, o vento, a fé. Mas siga! Se precisar olhar para trás, que seja para ver tudo que passou, e passou, não volta mais. Vá e viva. E só então chegará ao amanhã.
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28 de dezembro de 2017


O som do meu 2017

Estou atrasado, eu sei.

Como comum, aos fim de ano, o Spotify, um serviço de musica stream, disponibiliza para seus usuários uma retrospectiva de musicas, artistas, estilos musicais e quantos minutos foram ouvidos por seus usuários. Além de disponibilizar uma playlist com as 100 musicas mais ouvidas, isso para cada usuário, mas não se sinta privilegiado porque isso tudo não passa somente de um algoritmo. E foram muitos fucking minutos.


A ferramenta está disponível a todos usuários pelo site bem como assim que lançada dia 6 ficou a playlist dos Tops 100 disponível aos usuários pelo app do serviço. A ferramenta faz uma brincadeira para saber se você conhece ou não a musica, artista e estilo mais ouvido no ano.


Além de brincar com o usuário, a ferramenta mostra uma media de idade do publico que escuta determinado gênero, mas é sabido que não existe isso de musica de velho e musica de criança, tem escrito que usa Moana para falar de safadeza.


Quanto aos números, só vi, uma pessoa que ouviu mais que eu nessa bagaça, com 60MIL fucking minutos ouvidos de musica, foi como se eu tivesse ouvido  1.012 fucking horas de musica, que em dias são 42 dias. É como se eu começasse hoje e só terminasse de ouvir musica em fevereiro. Um dinheiro muito bem pago. LEIA TAMBÉM: Motivos para assinar (ou não) Spotify


Imaginei que sofri muito esse ano, mas não imaginava que tinha sofrido tanto. Até que minha playlist me deu uma dimensão do tamanho da sofrência que foi. Em 2016 Born to die foi minha musica mais ouvida, em 2017 foi a Lana mesmo como um todo, as queridíssimas, Anavitória de novo por aqui e a maravilhosa Lorde dona da porra toda, que destruiu tudo com a dinamite caseira.


Ainda tem tempo pra nóis sofrer mais em 2017, porque essa desgraça de ano não acabou ainda, e enquanto nóis puder, nóis vamo sofrê.

 
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23 de dezembro de 2017


Avesso

Ana.

Se quiser conhecer alguma coisa por dentro, vire-a do avesso. Buscar entender certas coisas, é fazer a ciência. O avesso de mim, já conheci, assusta, mas também encanta. A vida habita a área comum entre os extremos, é equilíbrio. Bailarina dançando na corda bamba, oscilando entre o bem e o mal, comum a tudo. Megabobagem.


Valoriza a vida quem já conheceu de perto a morte quem jurou cada dia como o último da sua vida. O extremo é enviesado. Conheça os dois lados. Habite a escuridão e só então acontecerá a evolução, revolução. Amar em dias de hoje é um ato de pura coragem, quase que sagrado. Ser trouxa num mundo de otários é ser alguém feito da mais sincera verdade.

Peço desculpas se não fui perfeito, pois sou filho do divino, e um bom filho sabe respeitar seus pais. Ter medo não te faz fraco, te faz humano, os defeitos existem para mostrar que nosso aprendizado é autodidata. O medo é um formol, que preserva nosso amor-próprio, aquilo que te impede de fazer burrada.

A vida é meio doida e pode ser descompensada, anda torta porque deu uma volta no universo. A saudade é o avesso da felicidade da presença, um amor que não é usado e passa da validade. Prova mais viva que devemos conhecer os lados das coisas, é a vida em si. É no intervalo entre nascer e o morrer que a vida acontece, sim somos todos hiatos. Só Judite, a professora, carrega consigo a eternidade.



O bom da vida mora no desconhecido, além da zona de conforto, fora dos limites, é lá que o viver acontece de verdade. Enfrente o desconhecido, então aí saberá o que é algo parecido com a vida. Que não se engane a plenitude é obra do conjunto de todas as pequenas coisas. E o avesso nada mais é, que o lado da vida que até então desconhecíamos.
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16 de dezembro de 2017


Erro

Essa historia começou errada, e assim seguiu. É bom te ter por aqui, e sei que a qualquer hora você pode me deixar, não se preocupe quanto a mim, vou ficar bem, atente-se aos possíveis danos que eu vá causar.

Dentre coisas que foram feitas para ser quebradas o coração é uma delas. Erros na vida, são inevitáveis e você foi um desses, soube que era, mas isso não me fez desistir de ti. Numa noite qualquer, num lugar qualquer, é assim, você só precisa estar ali em alguma hora para saber se acontecerá ou não.


Sei que é errado e vou entender se quiser ir. Se sumir de vez e nunca mais te ver nas ruas por aí. Se ficar alguma coisa eu volto para buscar, ou você vem deixar e eu te convido para entrar. Agora, isso tudo não importa, só quero te ter por perto até fim, seja ele qual for.

Borboletas me levaram até você, de peito cheio, mente vazia e eu fui seu até os momentos que decidi ficar. Sou um fantasma na sua vida, alguém que não passa de lembranças. Serei verdade até enquanto o tempo me deixar. A distância é grande, mas a vontade é maior que tudo.

Existem erros na vida pelos quais se vale a pena lutar, outros que tentar descreve-los é um completo equivoco. Preciso de alguém aqui para dar nome as coisas, minhas histórias tem nascido do desconhecido. Isso é tudo que temos, nosso tempo é aqui e agora. Para arrumar a vida, precisamos tirar tudo do seu lugar.


Se há algum vazio aí, farei eco. Aproveita, porque até eu partir, eu sou todo seu. Se partir, entenderei seus motivos, suas razões. Antes de ir de vez, saiba que ficou meu cheiro na tua cama, meu suor na tua pele, uma parte de mim aí, pode não ser importante, mas um dia eu vou querer voltar para buscar. Porque errar por errar não tem graça, a emoção habita onde moram erros, que fazemos questão de cometer.
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10 de dezembro de 2017


A síndrome do texto para ele

Isso não é sobre mim, é sobre você.

Antes que saia por aí compartilhando um amor que não é seu, pense duas vezes. Não será um simples acaso que fará com que primaveras sejam suas ou que todas as palavras sejam direcionadas a você. Nem toda verdade é o que parece.

Você não se fez confusão por aqui, digo por A mais B, não há uma história a mais aqui, que eu tenha para contar. Cegueira excessiva faz com que se enxergue onde não tem. Minha loucura é anormal, e o centro do meu universo, não é você.


Certos fatos não são dignos de caber aqui. E sinto em dizer, nem tudo aqui é sobre você. As coincidências, não passam de fatos que coexistiram no passado e no presente. Me leve a lugares jamais imaginados, me faça sentir como nunca me senti na vida, preciso de algo novo, caso contrário, você será mais um nome numa roda de amigos.

Inverta a vida, morra se for preciso. Tudo bem ser só mais um, mas não haja como tal. Dê-me  algo que se leve para toda vida, e não falo aqui de presentes, somente as memórias sobrevivem com o tempo e até mesmo as ruins ficam, então cuidado.

Podes até ter imaginado, mas descobrirá como é o viver de verdade, por inteiro. Eu só comecei algo maior que tudo que você já viveu na vida, mas isso não é necessário para justificar seu erro. Ser chato não é fantasia de carnaval, bebê. Amores sem sal não cativam o publico.

Aprenda uma coisa: não é porque a carapuça lhe serve que ela será sua. Be a bad bitch, não é para qualquer um. Na vida precisamos trabalhar sem nomes. Saiba quando, e a coisa certa a se falar. Esse texto ainda não está no seu tempo de sê-lo. Por ora, se ficar chato, a culpa não é minha. Isso nunca foi sobre mim.
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2 de dezembro de 2017


(In)Substituível

Você (não) é tão importante (as)sim.

Betty, saiba que você é única na minha vida. Há vazios na vida que jamais serão ocupados, enquanto há outros que permanecem numa eterna mudança. Existem lugares que jamais visitaremos, estivemos lá uma vez, quando éramos um só e hoje há uma floresta aqui.

Nossos heróis, aqueles que assistiram nossas mil historias, que enxugaram nossas lágrimas, jamais serão substituídos. Certos personagens de nossas histórias sempre são os mesmos, seus nomes, suas feições, seus sorrisos, sua coragem e suas chatices.


Esteja, seja e exista. Não é porque é inverno que a primavera não pode chegar. Invernos, por mais longos que sejam, não duram para sempre. Faça vazio ao sair e que ninguém o ocupe jamais, aí sua presença não terá sido em vão. Não faça volume, faça verdade. Não ocupe seus vazios com mentiras. Deixe algo de bom quando passar, esqueça de si, faça eco no vazio das pessoas.

Traz a primavera. Os maiores desertos tornam-se as mais belas florestas, que suportam as mais valentes tempestades. Seja a lembrança que não se apaga com o tempo, a data que é lembrada, um ponto extremo de sistema real. Releve o comum.

Observe e faça melhor, caso contrario, será sempre o mesmo, fazendo as mesmas coisas. Não seja só mais um, isso é chato, cansa, seja único, faça, diga, seja, exista de forma inesperada. Seja morada, mas também faça morada em alguém, a ordem das coisas, muda completamente o resultado aqui.

Seu lugar ainda está aqui, não ousa ninguém ocupa-lo, nossa história é desconhecida, mas ela existe e mudou tudo aqui. Quem já viveu primaveras, não se contenta com qualquer amorzinho de merda. Ser substituível não se trata de ser trocado, de quantos vieram depois de você, se trata do tamanho do vazio que você deixou.
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25 de novembro de 2017


Humanos

Nossa história muda, não controlamos isso, fazemos escolhas e damos novos destinos ao incerto da vida. O céu é um passado que a ciência ainda não conseguiu explicar, é salão para ciranda da vida por ora, morada das estrelas. A realidade existe, agora estou vivo, vejo, ouço e sinto, mas, isso é mínimo, e ainda sim somos cegos para verdades. Fazemos valer a vida em algum espaço, entre o começo e o fim.

Nosso viver é um eterno atraso, uma dança fora de hora, fora de compasso. O mundo lá fora assusta, nossa bolha, nosso tudo. Lá faz frio, é vazio de mais para preenchermos, a vida é colocada a prova, mas antes de tudo é provada nossa humanidade. Nascemos aqui para aqui pertencer, do começo ao fim.


A vida é pequena sim, mas carrega aprendizados nela que fazem o macro do céu micro. Sabe lá, se a vida sabe que ela existe. Agora caminhamos para o desconhecido, a todo amanhecer o céu é novo, a vida é outra. Precisamos nos ver de fora, saber como somos de longe, onde estamos, e para onde estamos indo.

O sol, pai de todos aqueles que nos atravessam, é amarelo, deu cor a vida, junto ao azul do céu se fez verde por pura pirraça. Pai que pensa que é centro de tudo, mas mal sabe ele que o coração daquilo que é infinito, ainda mora no desconhecido. Mas quanto tempo ainda temos?

O futuro é uma charada que mata ou salva, o passado não se muda, mas o agora é nosso, até o último suspiro, fazemos nossa própria historia, por isso precisamos ficar. 


Não sei do que isso se trata. A final como começou? Somos sozinhos e sempre fomos, a vida aqui chegou e ficou, soube sê-la. Olhe ao redor, quantos iguais há por aí, pelo universo? Estamos, somos e seremos sozinhos, únicos, singulares, mas estamos vivos, aqui é nosso lugar no espaço das coisas. Especiais, pela típica natureza, singulares pelo habitat, somos únicos, sozinhos, criatura, humanos.
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18 de novembro de 2017


Hoje

Com o hoje chegou? A vida ontem foi colocada a prova, ainda assim, o sol nasceu para nós. Como eu cheguei até aqui, fica confuso. O caminho, de repente, ficou escuro, parece vazio, o passado parece ter se apagado, nada restou. Mas uma certeza é que o "hoje" chegou, e sobrevivemos até aqui.


O sol viveu ao nosso tempo, brilha hoje para mim, coração solar vive primavera no verão, é tato, é visão, o hoje chegou, mas até onde dura? Quando ele acaba? Balança a vida, entende que a ordem das coisas só há uma ordem, não ter uma. O amanhã antecede um hoje que ainda não foi ele, sempre foi assim, essa é uma regra nas coisas, o sol pode não chegar amanhã.

Mas o que você espera que aconteça? Na multiplicidade da vida, entender alguma coisa singular é compreende-la. Esse texto nasce ontem, mas isso não significa que não é feito da verdade. Hoje o dia chegou, o agora é uma verdade, sim existo porque sinto a vida, caso contrario, eu não seria eu.

O hoje ainda é ele, enquanto durar, pode ser eternidade, isso só cabe a ele. Posso ser maior que o tempo, e isso só cabe a mim, saber se suporto tanto. E sei que posso ser eterno, mas prefiro ser o agora.

Sinta a vida descer, chegar na barriga e dá uma sensação estranha, a vida é líquida, quando menos se espera, secou, esvaziou, esfriou, e há quem não goste dela quente. Mas não vim para falar dela. O hoje fará eco no amanhã, e tudo que se diga pode dura pela eternidade.


É quarta e as coisas precisam ganhar seus devidos fins, acaba aqui, hoje. Sempre ele, hoje, mudou, mas continua o mesmo, na essência de si, igual. Alguém bateu na minha porta. Mas amanheceu chovendo, e é novembro, nada nisso tudo faz e nem tem feito sentido, esse talvez seja o real sentido de hoje, não ter sentido.

Amanheceu chovendo, os desenhos de giz, feitos no chão, irão todos embora, faz frio e mesmo assim o amor completou aniversario da mentira. Fiz o que fiz, e não me arrependo de nada. Viverei que escolhi, e isso não é um erro.

O hoje chegou, não se sabe como, só chegou. Pela tarde tudo será novo, ele poderá durar para sempre. Seguindo sinais, ecos de um eu anterior a mim, que viveu em um passado confuso e tortuoso. Viverei da simplicidade do agora, vestirei a beleza mais insuspeita, respirar da verdade, ouvir o mais estrondoso silêncio, porque não sei explicar, mas o hoje chegou, e esse é o começo do resto da minha vida.
  
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13 de novembro de 2017


Para Sempre - A história de quando te conheci

Ali, passando em meio do vai e vem, eu te vi. Mas aí deu o vento e te levou. Para onde eu não sei, mas te queria por perto. A lua, assistia a festa toda lá de cima, os iguais, o protesto feito da mais verdadeira forma, que não usa palavras de ordem, muito menos cartazes. Um protesto de amor. Ele sempre vence.

Atrás do trio eu fui, de musica em musica, dança por dança, até que me senti, você estava por perto, fiquei a sua procura, mas foi em vão, você sumiu de novo. Parado ali em meio a todo mundo, dançava quando vindo em meio a multidão, era você. O coração simplesmente fez uma festa no peito.


Passou e quase que te perdi de novo, então puxei teu braço e você me olhou com aquela cara de "quem me puxando", mas logo desfez quando viu que era eu, fui ao pé do ouvido e foi ali que tudo começou.

Num beijo único, a reação inerte, um ato quase que poético, você me ganhou, sem contar no sorriso, de longe um dos mais simples e mais encantadores que já vi. É você, o coração que falou. Pensava que você fosse, mas ficou ali, me vigiando me olhando, como o predador vigia a presa.

Fui só mais um? O primeiro? O último? Ficou a dúvida. Mas independente disso só precisava ser especial enquanto durasse. E foi nos teus olhos que o coração fez calmaria. Acalma a alma, inquieta.

Fica confuso dizer ou pensar algo, via das coisas que aconteceram e que podem acontecer. Se erro por fazer isso, prefiro ficar persistindo no erro, continuar sendo burro. Nas vésperas de uma data tão especial, ali em uma festa tão linda que você me veio, a vida que te trouxe. O acaso mais perturbador e reconfortante de todos.


Certas coisas na vida, só nós entendemos, porque pertences é nosso. Se eu pudesse te levar para algum lugar, sabendo que aceitaria. Não te levaria para lugar nenhum, porque ficaremos numa busca eterna pelo nosso lugar no mundo, uma viagem que nunca tem fim. Buscar um campo para ver as estrelas, uma praia onde o som mais humano que se ouça seja o da tua voz. Te levarei comigo, levarei aqui, para sempre. Porque ainda que as coisas tenham fim, a eternidade parece pequena para frente a nossa história.
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11 de novembro de 2017


De noite

Corra, antes que seja tarde.

De noite os monstros saem para brincar, um deles se chama pelo meu nome, quem sabe sou eu. É a hora perfeita, nunca se sabe para que.


O sol se esconde então todos os monstros ganham alforria, a liberdade canta e o mundo entra numa eterna bagunça, uma ciranda dos perigos, todos a espreita da primeira oportunidade. A noite é morada para muitas das coisas que fugimos, das quais nos escondemos, omitimos, calamos e ate mesmo mentimos sobre suas existências, o perigo pode sim estar de baixo da sua cama. Pode sim morar dentro do seu guarda-roupa. Por isso, verifique antes que aconteça alguma coisa.

Não falo aqui de medos vendidos pela TV, falo de medos reais, humanos, solidão, a cegueira, cobras, baratas, lagartos, aranhas, gravidez e o mais clichê de todos a morte. Aqui ninguém caça fantasma. Hoje acordei feliz e acredite, tudo é possível, estamos perto de meia-noite, é uma noite de terror, nessa hora tudo pode acontecer.


Sinta-se feliz a noite e não será humano. Vim ao mundo de dia, mas minha morada se faz quando o sol de vai, não que isso faça de mim uma dessas criaturas, talvez sim. Mas a loucura tem seu preço. Criatura da noite. Saia para passear e acima de tudo, sobreviva aos perigos que por aí existem, lembre-se essa noite os monstros estão a solta. A escuridão pode ser vista do horizonte. Num horizonte.

Quem é você da porta para fora? Coragem ou medo? Eu sou criatura. Aviso, não julgue o livro pela capa. Quem melhor te conhece, mais fácil pode te destruir e o perigo, pode vim do seu aliado. O tempo é passageiro, um fato que não se nega. Desce é tempo de festa.


Se você for pego com um plano, querido, não entre em pânico. Sobreviva ate o amanhecer, e se algo se mover no escuro, ataque, mostre a que veio. Os fracos não ficam para contar a história, ela é contada pelos fortes, os que sobreviveram ate o final. Se algo se mexer no escuro, essa historia vai depender único e somente de quem você é. E nada mais será o mesmo.
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4 de novembro de 2017


Canto para as estrelas

Quero um lugar longe, onde só eu saiba chegar, lá a vida não tem obrigações, nem vai lembrar de quem é, muito menos de sê-la. É só a vida que é vida e pronto. Quero ser algo indeterminado, preciso disso, deixar eu ultrapassar a mim mesmo, preciso chegar lá. Seja como for o preço que se pague. Mas tenho que ir.
 
Virar um bicho do mato, sentir a neblina molhar o rosto, e dormir na esperança de um dia de sol, ou mesmo de calmaria e vai amanhecer, tenho fé disso. Sentir o sol puro esquentar minha pele meio a brisa da manhã, saber que ali, onde estou, posso ser feliz mesmo longe de exageros ou excessos. Viver muito com pouco. Só isso.

Vou levar Clarice, na bolsa, embrulhada numa camisa, que é para não amassar. Quando o sol se for, sentarei na varanda para receber os bichos e juntos faremos um canto para as estrelas. Uma canção para a noite. Um café para aquecer a vida aqui dentro, ouvir o silencio dentro de mim. 

O vento irá trazer notícias do que ficou, trará no cheiro a saudade, o incomodo de estar deslocado da minha natureza, mas também a calma na malícia de ser ele, vento. Ele traz a vida, por ora leva embora. Faz folhas caírem lá do alto das plantas, onde eu gostaria de subir, só para ver o mundo de cima, reacender a chama de criança que mora aqui dentro.

Eu vou! E não vai ter quem me impeça. 


Na ausência de um amor para eu chamar de meu, quero ir, e nada mais vai importar, algo ficou para trás porque não foi. Não era digno da viagem. Só levamos da vida aquilo que importa. Se eu parar, se a vida bater em alguma coisa, não foi porque eu me perdi, porque encontrei algo no meio do caminho, foi só porque eu cheguei.

Haverá festas, porque eu cheguei, as folhas caídas, já sem vida, farão valsa com o vento do fim da tarde. O coração, leve, vai poder tirar férias e a voz interior poderá então pôr para fora a melodia preparada durante toda uma vida. O canto de um coração calado, de uma vida mansa, da solidão mais compreendida, de uma calmaria após tempestades, um canto para as estrelas.
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18 de outubro de 2017


Dia 18

Estou indo, mas vou parar no meio do caminho.

Preciso do ar daqui, sentir o frio no rosto, amanha estarei ai perto, te quero no frio de um cobertor, no escuro de uma noite, no brilho de um dia de sábado. Fazer silencio num coração barulhento, não importa isso, agora nada mais importa, sobre o passado não há mais nada que possamos fazer.

Estou voltando, quando chegar, você saberá, sentirá meu sinal. escrevo para um alguém, que não existe, falo de um amor que se quer ousou acontecer, até o nada merece seu espaço na medida do universo.

Livre. Meu eu é inconstante, o escrever, confuso, o viver, sinuoso, sou torto porque sou obra do divino. Isso ousa acontecer porque sucede eu antes de mim mesmo.

Não esquecerei tenho total ciência de quem sou, de onde vim e para onde vou, a não ser nas vésperas dos meu sol. Antes das 14:50 do Dia 18. Quando retomo a mim e lembro exatamente de quem sou. Me faço novo, de novo, mudanças insuspeitas, que esvaziam até eu de mim.

Dia 18 a vida ganhou seu primeiro suspiro, ar, não veio ao mundo para ser pequena, não sobreviveu a tudo para ser fraca.Venceu, e quando menos perceber vencerá de novo. Chegará longe, porque é de verdade, cruzará mares. Brilha num dia de sol.


Esperando, conjugando o passado, vivendo o vazio. Fora de hora. Livre acima de tudo, dependente somente do coração que aqui bate. Sendo solidão nas noites de domingo. Colecionando mais passado a cada dia, gradativamente mais perto do desconhecido.

Se eu me perdi, desviei da minha rota, isso não tem problema algum, seria estranho se essa historia, se repetisse igual, do mesmo jeito, com as mesmas falas que um filme da sessão da tarde como todas as 14:50 do Dia 18.
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14 de outubro de 2017


Vazio

Não há sobre o que se escrever aqui, é vazio.

As vezes acordo sem saber se existo, se sinto, a vida só segue, segue porque não pode parar, a pouca sanidade impede que a vida pare seja onde for, porque se parar, pelo menor tempo que fosse, a vida não saberia mais seguir dali, os estragos seriam irreversíveis.


Mas o que é isso? Não se sabe, mas a vida segue? Segue. Normal, morna, seca, segue porque segue. Inerte. Daqui para lá e de lá pra cá. Como explicar o inexistente? O vago, o irrelevante. Não se aplica aqui. Do nada viemos e nada voltaremos a ser. O vazio ocupa um espaço imenso.

Sei onde estou, não há nada, além da vontade de sentir algo, ter algo a que se ater, um referência de humanidade, um aqui, um agora. Ser existencial não vai além disso. É tudo que temos. Não se luta contra algo que não existe. Algo que se sinta, seja a mais destruidora tristeza, me faz algo mais humano.


O branco e o vazio podem conter a vida, e nela estarem contidos. Podem resumi-la ou por ela serem resumidos. Não há nada que prove sua existência, além do fato de existir. Ele é porque é, e pronto. E é por necessidade de ser e ter. Cheio de nada. Desabitado por coisas humanas. É assim que é, vazio. O universo é um imenso vazio. Há universo em mim.

De tanto me gastar cheguei ao ponto de ser vazio de mim, oco, mas, nada me cabe, nada cabe em mim. Vago e branco. Inerte. Vão. E nem se sabe mais porque a vida segue, só que ela segue e pronto, ponto.  De tanto ser gasta, ficou carente de si, se desconhece, esqueceu para onde ia. Onde queria chegar. Faltam  palavras.


Perdido, me perdi pelo caminho. Me conjugo no indefinido, eu sou limite de mim mesmo. O vazio é tudo que tenho, algo que se grite, faz eco na minha existência. Fora de hora. Um hiato de si. Sem tempo. Eu sou vida que não sabe que é. Sigo sem destino certo. Sigo vazio.
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7 de outubro de 2017


Histórias sem nome

Muitos podem não acreditar nisso que eu vou contar, mas essa historia, tem a lua como testemunha, já outras, nem ouso relatar porque houverem dias que ela sumiu. 

Eu só fui, o limite nascia a cada pedalada, ia além de mim. Assisti a vida virar pó, nascer no asfalto. O mundo passou, me passei. Até o vento passou, eu senti e ouvi tudo. Vi às marcas que a chuva deixou, ela sumiu onde a vida deveria estar, até a vida passou nessa historia.


Quase cai, perdido na altura dos prédios, feito corrente solta em rua esburacada, na maioria das vezes consigo segurar tudo comigo. No comum do caminho, eu ainda descobria o irrelevante. Para subir precisei ser forte, já para descer me bastava ser leve, quem sabe conseguisse voar, mas estava descalço e preferia o calor do asfalto. 

Houve vezes que eu chorei e ninguém viu, só a lua. Ela sabe de tudo, sempre soube, mas está se distanciando. As lágrimas, o vento levou para ele. Pude gritar, cantar como se fosse a última canção, estava rápido e qualquer evidência, eu já nem estaria mais lá.


Vi a vida caída, esmagada pela pressa do homem, mas caiu porque já foi ela. Perdi a rota, o sinal, e me perdi, mas era bom procurar um destino, uma próxima rua parar entrar, no fim as contas eu sempre chegava, a tempo de ver tudo acabar e poder dar um último adeus ao sol, agradecer por tudo. 

Os prédios eram grandes, mas eu estava além. Gritei mais alto que o vento nos meus ouvidos, gritei só para mim, grito mudo. Atrás de mim, está eu, buscando me alcançar. Não faço ideia de quantos quilometro por hora estarei, quando me alcançar, mas estarei rápido.

É preciso movimento para manter o equilíbrio, caso contrario preciso de apoio, toco o chão, sinto minha natureza humana.


Não havia tempo para chegar, mas queria ir logo. Certo dia, tive medo, nos errados, era o ser mais poderoso do mundo. Em outras só estava atrasado mesmo, mas foi tudo verdade. Pergunte a lua quando ela voltar, ela viu. Posso até apostar se quiser, porque se a verdade for, e se verdade for, deixa ir, o que é verdade, não tem limites.
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2 de outubro de 2017


Setembro

Em setembro eu morria todo dia ao chegar em casa. Fui amor, mas também fui vazio, provei de tudo. Esse texto fica como lembrança, pois, amanhã já não serei mais eu.

Fui Alice nove vezes, a mesma que caiu num túnel temporal chamado setembro. O sol queimou a vida, o amor se calou e secou um ser que aqui vivia. Mistura a vida, sacode as coisas, quem sabe daqui para lá os tempos se salvem.


Você foi e voltou, eu fiquei aqui, esperando vivendo. Nesse mês as coisas parecem tomar um fim. Não gostaria de estar aqui, mas infelizmente, estou. Até o sol quis ir embora. As coisas perderam completo sentido.

Estou aqui, mas não ai, caindo. Vazio, por ora queimo em encontro ao denso do ar. Por ora durmo e quando acordo vivo o pesadelo acordado. É sujo, há cantos onde a luz não alcança, há coisas perdidas por aí, que esqueci de tê-las. A vida se escondeu onde a humanidade não a alcança, num lugar onde não pode ser tocada.


Faz silencio para não ser encontrada, quis sumir, mas ainda não teve vontade de voltar. Não sentiu pena de quem ficou. Abre a porta para o ar poder entrar. É primavera, as flores nascerão e depois serão tapete para um amor passar. Se cale para ouvir o silêncio da vida. Sobreviva a ele, resista. Deixa e faz a vida passar.

Setembro antecede nossa historia e nela houve de tudo. Atravessa o tempo, atravessa a mim. Esbarra no desconhecido, não causa dor. Em setembro o mundo veio a baixo, a vida provou da própria existência. A verdade foi invertida, e ela já me conheceu melhor. Histórias nasceram, outras ganham seus pontos finais, outras ainda a correr do destino. Nem se sabe o que foi.

O novo veio, carregado com o desconhecido. Domingo, um dia depois de eu ser setembro. Que se beba da vida, mas que também se saiba lidar com a desordem que ela fizer dentro de nós. Beber da vida causa caos. 


A vida esquentou, foi num eterno de lá para cá e daqui para lá. Venceu na própria destruição. Amarelo. Sem porquês que justificassem um hoje, sem saber como se chegou ate aqui, imperceptível. Desconhecido. Acabou com as chances, acabaram os dias, deu fim a mim. E finalmente, acabou setembro.
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1 de setembro de 2017


Incertezas

Que ninguém se engane, viver não é fácil. Se alguém te disse isso, sinto muito, essa pessoa mentiu.

Esperar a intervenção de seres superiores é angustiante. Ter a coragem de encarar quando, aquilo que nos perguntamos é respondido, é desesperador.  Ser incerto naquilo que quer. Ter certeza de coisas que faremos e daí criamos verdades. São pensamentos que podem causam confusão ao ser mais sano do mundo. O coração sabe lá o que sente. A vida nunca teve tanto sentido. Nunca estivemos tão felizes e nunca estivemos tão angustiados. Sentimos tudo, desde o melhor dos sentimentos até os mais destruidores, mas, no fim das contas não sentimos nada. 

A vida é cheia de incertezas, seja nas oportunidades, seja no amor. E vive a pregar peças. O tudo, nunca esteve tão perto, mas também nunca esteve tão longe. Verdades? O futuro é um mistério, por ser tão desconhecido. O que se faz hoje, muda de forma definitiva o amanhã. Ele é mutável. E por isso assusta os corajosos.

Há coisas na vida que escolhemos, outras que devemos apenas aceitar e não se questionar porquê. Existem prisões individuais que criamos e prisões coletivas. Se a flor dará frutos? Só o tempo dirá. Ele é resposta, remédio, como também pode virar uma doença.


Viver é estar aberto a riscos. Morrer sozinho, se machucar ou mesmo cometer erros. Mas, errar nada mais é que uma resposta de que você está tentando. Errou, e que bom que errou. Incerteza é a angústia vinda do amanhã, avesso da determinação. É o que não se consegue ver, medir, enxergar, desconhecido e por isso tanto assusta.

Azul ou verde? Não sei bem. O sol virá, temos fortes evidências. Passado. Como eu sei? Simplesmente sei, e sou convicto disso.

Que horas são? Não possuo confiança para dizer. Ser incerto, é estar apto aos riscos, é ter contrato com o improvável. Variável que se respira na rua, mas que não mata. Poluição. Confusão. Jogo de azar. Pois, na vida, só se tem uma certeza, meio ao infinito de possibilidades, essa, é a morte.
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26 de agosto de 2017


Carta do Mundo de Fora

Ei, sei que você está aí. E não posso te ajudar sem que você me ajude. 

Te conheci por historias contadas, ouvi seus gritos, silenciosos, no meio da noite, e te notei algumas vezes que esteve aqui perto. Descobri sua existência, e isso não é um erro, vim aqui para dar voz a liberdade, te mostrar um mundo que pode ser mais bonito e maior que tudo que você já viveu. Mas primeiramente, preciso que seja verdadeiro consigo mesmo.


Créditos: Ordinary Young Man, Fernando Cobelo.

Eu sei que algo aí dentro pede por mais, e grita por algo. Fica claro no seu silencio. No fundo, de muito silencio, há algo a ser dito por uma mente que faz muito barulho. Você sabe mais que qualquer um, o que isso clama, sabe dar silencio a vozes interiores. Chega uma hora que de tanto guardar magoas, naufragamos em nos mesmos.

Não se esconda. Você pode ser mais forte que tudo. E sim há mais de você, em você, do que imagina, eu pude notar isso. O pouco de graça que existe aí, pode florescer e levar a primavera por aí, mundo afora, você só precisa acreditar. O inesperado guarda o belo da vida.

Créditos: Ordinary Young Man, Fernando Cobelo.

A vida te levou aos poucos tudo que tinha de bom, e você nem viu. Se preocupou tanto com os outros que esqueceu de si mesmo, e acredite, você não peca por isso. Só mostra que renuncia de tudo para fazer bem aos que ama e aos que importam. Soube sorrir mesmo quando sangrava por dentro. Soube ser forte, mesmo quando teve todos os motivos para desabar sobre os próprios joelhos.

Você tem sonhos, vontades, desejos e isso é o que te faz belo. Descubra-se meio a isso que você criou, e quando encontrar segure com toda a força que puder. Isso aí é o melhor de você e pode te levar para longe de tudo isso que te impede. Aí existe algo que te fará tão intenso e tão imenso, que o mundo parecerá pequeno. Esse não pode ser seu fim. 

Créditos: Ordinary Young Man, Fernando Cobelo.
Escolhemos a vida que levamos, você escolheu a sua, e isso te trouxe até aqui, hoje paga o preço por isso. Proclamamos fins às coisas que um dia tiveram começos, marcamos épocas de vidas alheias, escolhemos nossos sonhos, planejamos voos distantes e saltos rarefeitos na vida, tudo isso porque no primeiro respirar, fomos livres, e ainda somos.

Em cada um de nós, moram verdades que só nos conhecemos, fato que contamos, omitimos ou mentimos. Há realidades que calamos, algumas que damos vozes e outras tatuamos na pele. Verdades que deixam marcas porque pesam, e verdades que se vão, porque são leves e fogem pela boca. E que não deixam de ser nossas.

Créditos: Ordinary Young Man, Fernando Cobelo.
Somos donos da nossa liberdade, sempre fomos e por isso somos capazes. Na vida os que podem, são os que sabem e os que querem verdadeiramente. Você está aí, mas pode ir para onde quiser, ou ficar onde está, porque assim como damos forma à nossa armadura e força às nossas asas, sabemos exatamente como construir nossas próprias prisões.

Créditos: Ordinary Young Man, Fernando Cobelo.


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