30 de março de 2017


Motivos para renovar seu guarda-roupa no brechó

Quem nunca antes de sair para algum lugar olhou para o guarda roupa e falou a si mesmo “eu não tenho roupa para sair” as vezes chega a ser verdade, em outras nos estamos enjoados das nossas roupas, aí não tem mais jeito. Resta apenas tomar um banho de loja ou mesmo recorrer ao velho brechó ou bazares, que convém tempos de vacas magras.

Mas Cristyam eu vou usar roupa velha e usada? Nazaré, quantas vezes você andando na rua já notou que alguém tava usando uma roupa de brechó na rua? Exatamente nenhuma. Então porque você não usaria uma roupa comprada num local desses

A dica vale para as meninas e também para os meninos.
Para quem gosta de inovar e tem ideias bem legais de looks um brechó é na verdade um mar de oportunidades. Sem contar que comprando nesses lugares você tanto ajuda a mover o comércio local e o meio ambiente, já que se não paramos para pensar na quantidade de água utilizada para fabricar e manter nosso querido guarda roupa.E digo isso para as chicosas e os chicosos.

O preço, bem como a variedade de roupas, pode variar de brechó para brechó. Alguns são mais recomendados para jeans, roupas sociais, de frio, femininas e por aí vai. Em Fortaleza existem pouquíssimos brechós, mas vale muito a pena garimpar num desses ou mesmo procura-los na cidade, não são difíceis de encontra, eu mesmo conheço vários. 

Economia

Muitas vezes andando pelas ruas encontrei aqueles bazares pontuais e compramos aquela peca de roupa linda que ninguém acredita que você pagou o que pagou nela. Em brechós você encontra peças bem mais em conta que em lojas convencionais, e pasmem já barganhei roupas usadas por R$ 0,50.
E quem não?

Ninguém nota

Você pode até não saber e sequer ter notado, mas uma das minhas peças do guarda roupa preferida é de brechó, então deixa de bobagem, que ninguém repara no defeitinho de rasgado no canto do bolso da calca que você comprou.

Peças únicas e originais

Comumente as pecas que estão em brechó e bazares são velhas ou pouco usadas, ou mesmo estão fora de estação. Bem, para que não tem medo de ousar e inovar no look isso pode ser um verdadeiro tesouro, ou mesmo um mar de oportunidades para quem esta começando. Você pode chegar até a criar um estilo único e ser bem original, fugindo das peças de loja que vira e mexe e a gente encontra alguém uma igual.

Macklemore falou e mostrou a arte de comprar em brechós
em sua musica Thrift Shop
Customização

Para quem manja dos paranauê de customizar peças e colocar um detalhe aqui e outro ali, frequentar brechós pode ser uma ótima oportunidade para criar peças originais e de arrumar uma grana extra podendo até montar o próprio negocio, já que o que você vende e único e original. Quem montar o negocio,  lembre de mim quando estiver RICA RICAAAA!
Alguns brechós na cidade oferecem
uma grande opção de calças


Ajuda o meio ambiente

Ajudar o meio ambiente não se resume a reciclar lixo, diminuir o tempo de banho e fechar as torneiras. Tudo que é produzido demanda uma quantidade de água ara ser feito e ser mantido durante seu tempo de vida útil e acredite roupa gasta muita água, tanto para sua manufatura quanto para mantê-la limpinha e cheirosinha. Se fosse divulgado quanto de água se gasta para manter um jeans, as indústrias têxteis faliriam e as lojas de roupa fechariam. É uma coisa absurda!

Comprar roupas usadas pode ser considerado uma forma de reciclagem.
Ajuda na economia local

Comprar em comércio de bairro ou consertar aquilo que quebrou na costureira amiga da sua mãe, ajuda a fazer o capital do locar girar, diferente de quando compramos em grandes lojas ou franquias de shoppings. Desta forma você injeta dinheiro no comercio local, por exemplo no seu bairro, e ajuda na distribuição de renda naquela localidade.
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25 de março de 2017


Em casa

Amanha eu vou acordar em casa. Confortante a sensação, de despertar com a luz do sol de onze horas batendo no rosto, dizendo que existe um mundo lá fora me esperando. Viva! Eu gosto disso, de ver todos almoçarem enquanto eu espero o café esfriar, de poder não almoçar alguns dias, ou mesmo de misturar o almoço com o jantar. De brincar com a comida, e deitar no chão sem pressa de levantar. Sentir essas sensações, porque estou em casa.


É, eu passei um fim de semana em casa. Finalmente. Depois de muitas noites por ai a fora, muitos dias vagando pela cidade, de ter vivido um bocado. É bom estar de volta. Estar aqui de novo. Eu vou sentir falta de tudo isso, sim eu vou, mas enquanto a saudade não vem, me resta aproveitar. Organizar meus livros, ver o que habita as gavetas da cômoda, atualizar a caixa de memórias, redecorar, fazer esse tipo de coisa que só fazemos quando temos tempo. Quando estamos em casa.

Dormir na minha cama, com meus lençóis, meu bicho de pelúcia. Eu sei, talvez acorde suando de calor no meio da noite ou na manha pela ventania gelada no rosto, que de manha bem cedo, minha cachorra saltará na minha cama me dando o melhor bom dia de todos ou que no dia seguinte será dia de facinha e de muito som e gritaria pela casa, por mais irritante que pareça, isso me conforta.

Preciso descobrir o que há em baixo da minha cama, redescobrir as coisas que perderam-se em meio a poeira. Matar os fantasmas que ainda habitam essas paredes, títulos inacabados, historia sem pontos finais. Me livrar do que não serve, daquilo que pesa. Me fazer novo, de novo.

Esse é meu universo, habito, fui eu, aqui, nessa caixa. Uma zona de conforto definida a quatro paredes. Uma janela sem vista, e um teto, de onde, por uma única telha, já velha do tempo eu consigo perceber que o sol existe e que ele brilha lá fora. Além disso é só um quarto, uma cama, sou só eu.


O café é forte, a pressa não habita. Só existe poeira e nela o passado de mim. E quem sabe dele eu faça o eu do futuro. Eu vou deitar no chão, quem sabe vou cuidar de uma planta. Por acaso a louça me espera. A luz. Os moveis preparam uma valsa por aqui. Vou reinventar tudo. No fim das contas, tudo isso, só foi legitimo, só aconteceu, porque hoje, eu acordei em casa.
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21 de março de 2017


Está chegando a 12ª Bienal Internacional do Livro do Ceará

Todo mundo que gosta da bienal (eu), e livros (eu de novo) sentiu falta de algum evento no final do ano passado. Em anos passados a Bienal do Livro do Ceara costumava acontecer nos últimos meses dos anos pares, mas por alguns motivos ela não aconteceu ano passado e ficou para Abril desse ano. Não to brincando. Vai ser em Abril!!


Com data confirmada para aconteceu do entre os dias 14 e 23 de Abril, sim vai abarcar os feriados como semana Santa e Domingo de Páscoa. O evento já tem muitos escritores confirmados, a lista é grande viu. A diversidade cultura, regional e de gênero dos convidados traz um "q" mais de heterogeneidade para a programação dos 11 dias de evento, que vai acontecer no Centro de Eventos do Ceará.

O lançamento aconteceu no final do mês de outubro, porém eu não pude comparecer ao evento, mas morri de vontade de ir para saber de tudo e contar para vocês aqui. A temática da edição do evento "Cada pessoa um livro, um mundo, uma biblioteca" é, ou aparenta ser, focada no publico trazendo, fazendo referencia a nossa Biblioteca Publica Menezes Pimentel que completa 150 anos próximo ano, ocupando o patamar de uma das bibliotecas mais antigas do país.

Os shows que vão animar as noites da Bienal não foram divulgados, ainda, inclusive estou desde já com o frio na barriga para saber quem vai ser convidado dessa vez. Espero que sejam bons artistas. Sem esquecer, claro, das palestras e afins que pipocam aqui e ali no decorrer do evento. (VEJA AQUI A PROGRAMAÇÃO).

A bienal mudou de data por alguns motivos, a pedido dos expositores, a vista negativa da realização do evento no segundo semestre do ano e também por sempre acontecer em anos pares e coincidir com épocas de política isso complicava o trâmite burocrático no tocante a Lei Rouanet. Ah, e vale lembrar que o mercado editorial fechou 2016 em uma queda de 9,2% em relação a 2015. Logo, um evento com o caráter esse é uma ótima chance para oxigenar o mercado enfraquecido.



Abril é o mês da bienal do livro, tempo de contar histórias, conhecer pessoas, aprender bastante e comprar livros, claro. Sem contar que o mês em si traz vários dias comemorativos relacionados ao universo da leitura. E eu vou começar, desde já, a guardar o dinheiro que eu não tenho e preparar minha lista de desejados para o evento. Lembrando que aceito livros da Clarice (a Lispector) de presente, tá. Vejo vocês pela Bienal!
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18 de março de 2017


Limites

As coisas aqui mudaram, até o tempo mudou, é natural ou consequência das coisas por aqui?

Você me faz falta, sei que nossos hiatos não são lá essas coisas todas, mas tenho sede de algo que não se guarda na despensa, não compra no mercado. Tenho sede de carinho, alguma coisa aqui dentro grita por alguém, algo que venha e acalme a alma. Uma parte de mim me impede de ir além de mim mesmo.

Preciso remontar o amor, o farei novo, de novo. O corpo clama por mudanças, algo precisa mudar. Não opto por viver um futuro sofrendo por frustrações de expectativas do passado, passou, acabou não posso mudar isso. Sofrer pelos assuntos da vida é sinal de vida. Sofrer é viver, isso é a vida.


Inverte a vida, saia de si, de uma volta na sua órbita, se precisar saia dela. Conhece o mundo, vê a vida pelo lado de fora. Seja presença na solidão de lugares, seja o ruído do silêncio da casa vazia. Perca-se para então se encontrar.

A noite existe para mostrar que há partes da vida que habitam desconhecido, se há luz, foi porque a escuridão foi inventada. O inverso também é valido. Faça uma ciranda com a vida. Tal hora a gente se vê olhando para o céu pulando de estrela em estrela, suspirando e revendo o que passamos. Tal hora passa e a gente nem percebe.

Os limites você os conhece, sabe ate onde te definem. Seu "eu" morrer onde o limite nasce. Você se conhece o suficiente? Veja a si. Veja quando atirou no seu pé quando fez aquilo que "nunca" faria. Há mais em si, de si, que você se assustará ao descobrir. Faltou seu amor-próprio, por pôs risco a si mesmo, e pena que sobreviveu.

O padrão da vida não existe, não há convenções do que se deve fazer aqui ou ali. Viver não requer regras. Algo parecido é mero capricho.Você não precisa se formar na faculdade para ser feliz, não precisa ter uma mansão para viver confortavelmente ou mesmo casar para ter a plenitude no amor, certas alegrias moram bem aqui, dentro da gente, onde ninguém alcança, fincada num lugar de onde ninguém tira.


Vai, só vai, pode ir, não se preocupa com o que ficar, a lua toma de conta. Ouça os galhos quebrarem sob seus pés, os bichos cantarem ao som da noite, aqui há vida. Os limites ficaram para trás, agora você esta no extremo de si. É bom, fez bem e lá também deixei meu amor próprio. A cada passo as suas barreiras ficam para trás e então fazem-se novas que remarcam um novo eu. Morte e vida. O velho ficou para trás.

A vida fica interessante quando estamos além de velhas fronteiras, em algum momento, por aí, você sai dela e nem percebe onde anda. Por acaso está exatamente na zona de incoerência das coisas. Fique atento, espreita porque se a vida ficar boa, ou no mínimo estranha, é porque estamos além de nossas fronteiras, e o velho ficou para trás. É bom, não é?! Viva o agora, sinta isso, esta, é não é nada mais que a vida além de seus limites.
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15 de março de 2017


Fontes ocultas no Status do Whatsapp - Aprenda como usá-las

Como eu amo contar aqui as coisas novas, essa é das quentes, e vai ser massa. Espera só.

Numa dessas ai de postar um status no Wpp, recém atualizado. Descobri que haviam outras fontes ocultas e que quase ninguém , ou ninguém sabe disso ainda. É bem simples você verão.

Corre e conta pra geral!
Para fazer uso é preciso que você tenha aversão atualizada do App, que disponibiliza o Status. Em seguida você vai fazer o procedimento normal como se fosse postar um status. Depois clique no "T" lá em cima, escreva o texto que desejar.

O "T" na parte superior
Posicione seu texto. Da forma que desejar. Em seguida clicando na paleta de cores no lado da tela e arrastando, sem soltar, na HORIZONTAL para a ESQUERDA da tela, você nota que a fonte ira mudar, quanto mais arrastar mais a fonte muda.

É importante não soltar o dedo ao ararstar
na horizontal
Ao todo são quatro fontes sendo a minha preferida a ultima. Impact com um contorno azul, bem a cara de memes da internet.


Ah e o status antigo do Wpp voltou, mas para isso você precisa atualizar sua versão do App, e agora ele não se chama mais "Status" e sim Recado. Corre e compartilha o post pra geral, clicando nos botões aqui em baio. É rapidinho!
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11 de março de 2017


O ônibus nosso de cada dia

Olá senhoras e senhores, desculpe estar atrapalhando a navegação de vocês neste meio de comunicação em massa, mas é que estou aqui passando nos seus celulares, seus tablets e seus computadores, um post que representa meu trabalho, tá abençoados. Você não precisa ler todo, muito menos compartilhar, mas só o fato de você ter aberto o link tá, já ajuda  bastante com meu trabalho. Bem gente esse trabalho é digno e honesto, eu não preciso estar pedindo pra me seguirem ou mesmo hackeando os blog alheio tá irmãos, é um trabalho digno e simples, e acima de tudo vai custar alguns Kbytes do seus pacotes de dados. Lembrando amados que o pouco com Deus é muito e muito sem Deus não é nada.
Pegar aquele ônibus voltando no fim da tarde, com o pessoal de cheiro suave, da pele macia, sentir aquele calor humano único, ouvindo o Mussão, enquanto cruza as ruas da cidade é praticamente uma das coisas que todo ser humano tem que viver um dia. 

Há quem diga transporte publico de Fortaleza não mudou.
Acredite, quem anda de busão, tem muita historia pra contar, sério! Eu vivi minha vida inteira andando de coletivo pra cima e pra baixo, e ao longo desses anos todos foi muita historia, boa e ruim, acumulada. E mesmo sendo cobra criada nas rotas dessa cidade eu ainda pego a linha errada, me perdo pela cidade nos ônibus. Olha a burra!

Ao longo desses anos eu descobri que, pegar o ônibus indo para o fim da linha pode ser uma péssima ideia e que nem sempre o motorista conhece a rota do ônibus, uma vez eu estava indo pro lado do Centro de Eventos, só tinha eu de passageiro no ônibus. Eu nunca tinha pegado a linha, desconhecia a rota, quando o motorista me perguntou:
Motorista: Tu sabe a rota do ônibus?Porque eu sou novo na linha.  
Eu: Hãn?!
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Por sorte embarcou uma menina que conhecia a rota melhor que nos três juntos e guiou o motorista, mas se ela quisesse levar a gente pro cheiro do queijo ela tinha levado. 

Já conheci muito motorista simpático, gente boa, uns que quase saíram no tapa com passageiro por conta de bobagem e também uns motoristas que pareciam Need For Speed. Dirigiam como se não houvesse amanha, justo quando eu saia de casa em cima da hora, e sem esquecer dos motoristas que dirigiam como se estivessem amarrados.

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Os passageiros perdidos né. Quem nunca presenciou esses, que não sabiam pra onde iam, onde desciam, se tinham pegado o ônibus certo. Mas como cearense é um povo que ajuda os outros, a gente diz onde descer o que procurar e ainda fala se o ele passa no local. No Rio de Janeiro, a galera não desce eles dizem que vão saltar. Eu hein. 

Ouça o sábio, se algum ônibus passar muito lotado, não pegue! Logo atrás vem, um vago. Mas se o ônibus tiver muito vago, vá cabreiro, porque quando a esmola é grande o cego desconfia. E se estiver atrasado fique no mesmo ônibus, não vai inventar de fazer integração, acaba dando merda. Algumas (muitas) vezes eu tive pena das mães dos motoristas, em tudo botavam ela no meio a coitada, quando não insultavam os jumentos.
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Eu e um bocado de gente, tem um chama para aquele povo doido que entra no ônibus sabe, que não conversa nada com nada, sempre sentam do meu lado, parece um carma. Não sei se é porque tem muito doido solto por aí ou se só lembro dos loucos que subiam no ônibus. JESUS ESTÁ VOTANDO!

Já passei por baixo de muita catraca nessa vida. Vai menino passa por baixo! Se segura! Da época que a massa toda descia toda pro Icaraí, nos anos 2000, finada Kabana, da época que a passagem custava R$ 1,80 e a meia R$ 0,90 e sobrava todo dia 10 centavos que a gente comprava um simples POP no tio da pipoca e se sentia. Da época que o POP era dez centavos.

Quem nunca teve a vontade de dizer?!
E quantas vezes nos apaixonamos, ficamos, namoramos, casamos e tivemos filhos com os curshs nos ônibus e daí eles iam embora e deixava a gente lá em meio aquele sofrimento, largado a própria sorte. Alguém aí cria um Spotted do Busão de Fortaleza, por favor?! Vai bombar viu.

Sou blogueiro e ando sim de ônibus sim! Não tenho motivos para esconder isso de ninguém. E pense como a gente já se apaixonou, passou por de baixo de catraca, viu assalto, viu briga, esculhambou a mãe do motorista, perdeu a parada e outras mil e uma historias que aconteceram nos coletivos dessa vida. Nós vimos o preço da subir, aproveitamos a tarifa social e pegou ônibus lotado voltando de grandes eventos. Vimos linhas sumir e depois ressurgir das cinzas. E viveria tudo de novo se fosse possível. Se eu tenho vontade de ter carro?!
Aja naturalmente
Sou bem feliz andando de ônibus. Aquele povo de cheiro verdadeiro, da pele macia, que conta historia, sofre junto apertado e sempre que pode se ajuda segurando a bolsa dos transeuntes. ahhahahah. Pena tenho eu, de quem nunca andou em coletivo ou viveu pouco nesse meio, vocês não fazem noção do quanto a vida é, nos sentidos mais abrangentes da palavra, mais emocionante dentre de um ônibus.
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4 de março de 2017


Carta da Vida Adulta

Hoje você faz 18 anos. É, a liberdade tão sonhada chegou. Festas, carteira de habilitação, viagens e adeus a encheção de saco dos pais, muitas coisas tão esperadas chegaram. Aquele show sonhado, tá logo aí, a gente vai nele. Mas antes de mais nada quero que saiba que a liberdade é um caminho só de ida.


A alegria de ter chegado aqui pode ser inigualável como também pode ser uma data bem sem graça. A gente esperava mais sim. Mas uma coisa é certa, chegamos até aqui, não da mais para voltar. Os seus limites você acabou de ultrapassar, ficaram para trás.Vão dizer, que a vida é passageira. E realmente é, o que fica é o que é bom

Mas vai com calma que a vida é longa, e esse mundão aí é grande, muita coisa ainda vai rolar, aquilo entre a gente foi o começo de uma coisa bem maior, e que você ainda vai contar para seus filhos e netos quando e como conheceu o seu amor, vai contar as histórias das suas tatuagens uma por uma. Viva sem pressa, certas coisas na vida tem seu tempo certo para acontecer.

A vida adulta vai chegando, seus trabalhos, suas dores de cabeça quando as contas chegarem, e aí a alegria não vai ser quando você não terá aula na quarta feira mas sim porque vai sobrar trinta reais no fim do mês e você se sente tão angustiado porque não sabe o que fazer com o dinheiro. Seus amigos vão sumir aos poucos, a crise dos vinte e pouco vai bater a sua porta. A vida por ora vai perder o sentido, mas uma hora ela se encontra numa esquina dessas por aí.

Muitos vão vim, uns ficarão, outros se farão beija flor. Você conhecerá alegrias que merecem e devem ser guardadas com a gente para a eternidade, porque há sim alegrias na vida que devem sim ser guardadas. O professor tempo vai te ensinar. Mas como me disse uma vez, não seja aquilo que te machucou.

Teu peito guarda um coração que sente a vida diferente, isso é lindo. Esse coração não mente, gosta e sabe que gosta e fala acima de tudo, bate sinceridade, verdade. Isso é belo, e não deixe que ninguém roube isso de você. Psiu. Sorri pra vida, ela vai se apaixonar.

Esse, é o começo do fim da sua vida, e não se esconda, viva, procure seu amanha. Ao abrir a janela, e ver tudo que há fora dela, saiba que aquilo é seu, o horizonte, a vida, o mundo é tudo seu. Seu destino te pertence a partir de agora, só você. Livre acima de tudo. Essa é sua liberdade e ninguém pode roubar isso de você. Voe por ai, perto do céu, na escuridão da noite, no brilho das estrelas, chuva ou sol. E quando voltar você sabe que vai encontrar sua cama arrumada, janta feita, mas só não esquece de trazer a saudade.
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2 de março de 2017


Virei um pirangueiro

Se precisar, eu conto mil vezes essa historia
Aproveitando o embalo do carnaval. Era final de outubro, época do Halloween. O pessoal tinha combinado ir para uma festa a fantasia, e como eu moro longe das coisas boas dessa cidade, eu precisava pensar na questão da logística, de onde a bolsa ia ficar, porque eu não sei andar sem bolsa, onde ia dormir, como fazer pra chegar a tempo esse tipo de coisa.

Contanto um pequeno detalhe é que eu tinha aula, e não podia perder, aluno assíduo, limite de falta mesmo. E pra isso precisava decidir onde deixar a minha criança, a bolsa, não rola né ir pra balada de bolsa. Pensei de sair de casa mais cedo, deixar minha bolsa na casa do meu amigo, voltar pra faculdade, ver aula e de lá seguir pra festa. Sente aí o drama do vai e vem.

Vai dar bom 
Outro problema é que estamos falando de Fortaleza, uma cidade relativamente perigosa, e eu precisaria caminhar sete quarteirões da parada do ônibus até a casa do meu amigo, isso três horas da tarde. Ir arrumado é pedir pra ser assaltado, eu pensei em que?! Vou me vestir de pirangueiro, assim não me assaltem mas fujam de mim. E o mais incrível foi que eu consegui, usando meu guarda roupa. Uma camisa longa, bermuda da cyclone e um boné vermelho. Formou!

O look do dia
Pirangueiro é uma palavra que se usa aqui na região de Fortaleza pra falar de malandro ou ladrão, em alguns casos.
No caminho da casa do meu amigo um homem falava no telefone próximo a uma clinica e logo que me viu tratou de caminhar pra porta do estabelecimento temendo um mal maior. Percebi como as pessoas me olhavam de forma estranha na rua, no shopping e no ônibus. Notei que havia certo medo na fisionomia delas só de me ver. É impressionante como, o fato da roupa que você veste define como as pessoas pensam e conceituam você, isso foi nítido.

O disfarce funcionou hahahah
Realmente, eu quis me passar por um pirangueiro e consegui. Aquilo tudo me fez cogitar usar a combinação como fantasia na festa, mas não rolou. Bem, apesar do preconceito eu levei tudo na esportiva e me divertir com isso tudo, vendo as pessoas com medo quando eu não era nenhuma ameaça para elas. E o aprendizado o dia foi que, em terra de sapo, de cócoras com ele.
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