21 de dezembro de 2013


Eu dediquei meu tempo a Joanne Rowling


A alguns anos, não recordo quando, eu comprei toda a coleção de livros da serie Harry Potter, antes eu já havia ganhado o quarto livro e me apaixonei pela serie. Na época estava entrando em cartaz o quinto filme da saga, A Ordem Da Fênix, junto a isso havia sido lançado, fazia pouco tempo, o ultimo livro da saga sétimo  . Lembro-me até hoje, a minha ansiedade pra que os livros chegassem. Devorei os quatro primeiros livros e parei, simplesmente parei de ler, não me recordo do motivo, mas lembro de que eu passei anos sem tocar em livros. Só depois, em uma leitura obrigatória da escola que eu me apaixonei novamente pela leitura, Robinson Crusoé era o livro. Lembro como hoje eu de frente a uma pequena TV no meu quarto com o Exterminador Do Futuro no mudo e eu lá vivendo junto a Robinson e Sexta-Feira...

Nesses dias, resolvi fugir um pouco dos clássicos e do realismo. Quero sair desse estilo, me aventurar por outros tipos de histórias. Eu passei um ano para ler o quinto livro da serie, A Ordem Da Fênix,  pasmem, um ano  praticamente uma pagina por dia.

Creio que um ano  ou mais  deve ter se passado desde o fim da leitura do quinto livro. E em fim eu dediquei meu tempo a Joanne Rowling, e valeu a pena.

Apesar de triste o quinto livro mostra algumas muitas nuances da rixa entre o Lord Das Trevas e o menino Harry. O Enigma do Príncipe não se trata de um livro com aventuras e sim de um livro cheio de curiosidades e mistérios.

O mundo bruxo está em um verdadeiro caos por conta da fuga de prisioneiros, Comensais da Morte, de Azkaban que estão tocando um verdadeiro terror e deixando o Ministério da Magia ébrio a procura de Voldemort e de seus seguidores. O menino Harry está em seu sexto ano em Hogwarts e sabe que tem um enorme desafio a frente, o de deter o Lord das Trevas e salvar o mundo bruxo.

Dumbledore, que por sinal já foi professor de Voldemort, prepara o garoto para a futura batalha que ele terá pela frente. Em aulas particulares em seu escritório Dumbledore explica a Harry as facetas que se escondem por trás da figura de Voldemort.

Numa certa noite o menino é chamado pelo diretor da escola, Dumbledore, para que o acompanhe em uma busca a Horcux de Voldemort. Ao retornam ao castelo, eles encontram uma situação difícil e um tanto embaraçosa, até mesmo para Dumbledore, um exímio bruxo.
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20 de dezembro de 2013


O Aurélio e o pai dos burros

Nesses dias comecei a ler um livro novo, por vez esse é abarrotado dos mais complicados vocábulos populares de difícil significado. Tive de recorrer ao dicionário, sim fui atrás do pai dos burros e enquanto procurava o significado das palavras veio-me a cabeça uma centelha de um futuro texto.

Tudo começou, os sumérios com, a escrita cuneiforme, por volta de 2600 a.C. na antiga Mesopotâmia, produziram um quase dicionário que falava de profissões e divindades, até então o livro era unilíngue. No século I d.C. os gregos com os léxicons que catalogava palavras da própria língua e seus respectivos uso. Com o advento do Renascimento veio o verdadeiro dicionário – como esse que conhecemos hoje – feito por Ambrogio Calepino (c. 1435-1510) que foi publicado em 1502, tratava-se de um volume bilíngue latim-italiano. O livro ficou tão famoso na época que o termo calepino virou sinônimo de "dicionário" – metonímia – da mesma forma que ocorre com o Aurélio hoje no Brasil.

Projetos antigos – e raros – do governo ofereciam aos estudantes da rede publica um exemplar de um minidicionário. Para os professores, principalmente os de português, esse  livro é um instrumento que auxilia a fixação da forma, da separação silábica, acentuação, classe gramatical e outras coisas mais a cerca das palavras. Acudir-me ao dicionário varias vezes, ao ler clássicos da literatura, obras dessas são recheadas de palavras que caíram no desuso ou que não ouvimos comumente.

Diferente do que alguns pensam, não são apenas palavras que se encontram no dicionário. Na edição do mini Aurélio que possuo, conto com a conjugação de verbos, abreviações, resumos gramaticais, os grupos indígenas do Brasil, países suas capitais e suas moedas além de uma minienciclopédia ao final do dicionário. É bastante coisa. Inclusive existem diversos tipos de dicionários, os de doenças, o de termos do latim, o de remédios, de citações, de religiões, de nomes e outros mais que se possa imaginar.

Toda vez que abro um dicionário sei que vou aprender algo novo, por módico que seja, e mais, sei que não resistirei a tentação de abri-lo e olhar uma só palavra – poucos são os que fazem isso–. O pai dos indivíduos de pouca inteligência – vulgo: burros – é um pai que a cada consulta perde um filho e ganha um novo a cada segundo. Sempre há alguém que aniquile uma duvida ao consultar um dicionário assim como sempre há alguém com uma duvida e tem de recorrer ao dicionário. "Um livro despretensioso, mas feito com a melhor esperança de que preste bons serviços àqueles a quem se destina" já dizia Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

Desde já, lanço aos senhores um desafio. Só vale procurar em dicionário de papel, nada de dicionários online ou mesmo o Google. 

Ache o significado de muambeiro
Obtenha o significado de coisa
Encontre a 4ª palavra que antecede a palavra muco
Localize a 2ª palavra que segue a palavra orixá
Aproveitando, diga-me a capital e a moeda de Cabo Verde
Conte qual a conjugação do verbo jazer na 2ª pessoa do plural do Pretérito Mais que Perfeito. 
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11 de dezembro de 2013


Camaradas insanidade e loucura

Ultimamente tenho acompanhado  e vivido  histórias de amor ao meu redor. Ocorre que de cinco dessas histórias nenhuma acabou em final feliz  por enquanto . Ocorre que sempre ouço a parte envolvida dizer "não consigo falar pra ela?" ou "como eu faço pra falar pra ela" e coisas do tipo. De fato falar pra amada ou amado o que você sente é de gelar qualquer um e deixar o coração a sair pela boca. 

Hoje existem as mais diversas ferramentas sociais para se falar o que sente o que torna a coisa muito mais fácil e ágil, mas nada se compara ao olho no olho e palavras sinceras ditas no ato, o que para alguns é extremamente difícil. Muitas vezes isso não ocorre por falta de oportunidades, e às vezes temos que recorrer aos bate-papos da vida.

Conheço pessoas (infortunas) que se apaixonaram por pessoas já comprometidas, outras que a amada só namora algo se o pretendente for aprovado pelo aval da "sogra"  isso é a vida meus caros  e conheço outras que já namoram a tempos mas uma das partes não demonstra o menor amor. Todas essas confusas cheias de incertezas e dúvidas  daria um rim pra saber o que se passa na cabeça dessas pessoas .
"A vida se resume a um único momento insano." 
Um amigo meu, dia desses, me falou que estava apaixonado por uma garota já comprometida  decepções amorosas  falei pra ele de uma forma ou de outra chegar pra garota, com sinceridade, e falar pra ela o que ele sente. Ele pode nem saber que ela passa por maus bocados com o seu companheiro e está a um fio de romper. Ou mal deve saber ele que simples  simples  palavras sinceras podem ganhar o coração de uma garota.

É aqui aonde eu chego ao "X" da questão. Insanidade e loucura, duas lindas palavras que são irmãs de criação. Anos atrás assistindo um filme ( AVATAR ) escutei uma frase que guardo até hoje "A vida se resume a um único momento insano." isso mesmo meus caros, um único momento insano  e louco, para acrescentar  muitas vezes temos que ser um tanto loucos e insanos. Se sorver das duas e partir para a desafronta da amada, ou amado, como queiram é de uma valentia sem descrição.

Um beijo
Um poema
Uma carta
Umas palavras bonitas
Uns olhos nos olhos
Uma rosa
Um sorriso
Duas pessoas
Dois corações
Um amor

Mas quem sou eu para falar de amor? Só acho que qualquer coisa, é só chegar junto com a loucura e com a insanidade. E aí veremos no que dá...
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9 de dezembro de 2013


Pedra, papel, e-reader

Desde o pergaminho, de Alexandria, até os livros impressos pela invenção de Gutenberg o papel se mostrava o melhor meio já inventado pelo homem, para a propagação do conhecimento. Todo esse potencial do papel entrou em xeque no dia em que inventaram a TV e junto o computador e o celular até chegar ao e-Reader, alvo de discussões sobre a substituição desses aparelhos pelos livros – o que em minha opinião nunca ocorrerá – 

Livros são de longe os objetos mais valiosos do mundo, conhecimento é o que eles trazem consigo, na sociedade de hoje quem sabe, pode. E eles passaram a entrar em xeque quando veio a tecnologia e a facilidade do acesso a informação. Uma revista que antes era comprada nas bancas, hoje tem suas manchetes lidas na tela do smartphone em qualquer lugar sem precisar pagar nada. Lembro-me como hoje quando minha mãe buscava uma mulher, que mora perto da minha casa, pra ir atrás de livros que falassem do folclore. Uma tarefa um tanto árdua, quase impossível.

Hoje temos acesso à informação que quisermos onde estivermos, desde que - condição - estejamos conectados a rede mundial de computadores. Vulgo: Internet. Isso traz uma gama de informações, mas elas não são módicos a todos as pessoas, ai entra o livro na história. 

Os livros não usam eletricidade, podem ser usados a qualquer hora e em qualquer lugar, até mesmo no espaço sideral ou em uma ilha deserta. Mas para que possam ser lidos é preciso que se tenha o livro, e hoje em dia eles não são tão acessíveis em relação aos seus preços. Ser culto custa caro. Sem contar que para seria necessário o aumento das bibliotecas públicas, com um amplo acervo. 

Aí entram os e-Reader, ele ainda não são tão acessíveis, mas o crédito como hoje, no Brasil, nunca foi tão alcançável. Segundo dados 75% da população brasileira possui algum cartão de pagamento, isso facilita a compra de um e-reader. Sem contar que você pode carregar uma coleção inteira de Game Of Thrones nesses aparelhos e esquecer os problemas de coluna. Quanto ao ato de ler, pessoas menosprezam os coitados dos e-Reader por que gostam de sentir, cheirar e ter o livro. Pra mim isso é mito, já li vários livros em e-Reader'a e continuarei a ler, o que me importa é estar a ler, não importa se é no celular, na TV  – que eu acho bizarro  –  ou no e-Reader.

Na antiga Mesopotâmia era usada a escrita cuneiforme – em forma de cunha – onde na argila, ainda mole eram talhados vários símbolos que mudavam conforme seus significados. Ai veio o Papiro, revolucionário, que lotava a maior biblioteca existente até então. Após alguns séculos veio Gutenberg com sua magnifica imprensa, que imprimia livros em algumas horas ou dias, até então feitos a mão – verdadeiras relíquias – . Em seguida veio os e-Reader's, maquininhas pequenas, quase que bibliotecas, que geraram discussões – como essa . E há quem fale em audiolivro...

Só queria uma luz dos seres divinos pra descobrir aonde essa toda história vai parar.
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30 de novembro de 2013


Leitores e loucuras


Nos últimos dias vaguei pelos canais no YouTube a procura de vídeos onde as pessoas falavam dos seus hábitos de leitura. Achei uma gama de vídeos, e um beta de pessoas que falavam dos seus mais variados hábitos de leitura. Uns eu reprimi, mas hábitos são hábitos, e quem sou eu para julgar essa pessoa?

Mas estou aqui para falar dos hábitos desse ômega massa de leitores espalhados pelo mundo. A começar pelos meus, quando o livro é bom mesmo eu o leio onde eu estiver. No ônibus, até em pé, na parada, na fila do banco, no cabeleireiro - uma cena muito clichê, mas uma cena. Em minha opinião não há momento muito menos lugar para ler. Parece um pouco cômico, me imaginar cortando o cabelo e devorando com os olhos um Machado de Assis, sem ao menos me importar se o corte está saindo do jeito que eu recomendei ao Sr. dono das tesouras.

Conheço pessoas que só leem ouvindo musica - chego a não entendo isso - mas se elas só conseguem ler assim, que assim seja. Em contraponto conheço outras pessoas que só leem na calada da noite, no mais "mudo silêncio" da noite, e assim atravessam-na navegando pelas mais diversas águas brancas e planas, pintadas de tinta que assim chamamos por páginas.

Das rodas de conversão vem a tona os mais exóticos hábitos de leitura. Pessoas que só leem livros de folha marrom, pessoas que só leem de dia, outras que só leem nos ônibus da vida, outras que leem enquanto come outras que leem com a televisão ligada no mudo. Mas todos eles têm um habito em comum, a leitura. Ler é ser livre, é poder sair dessa selva de pedra por alguns minutos e quem sabe até horas e viajar pelos mais belos parques e bosques, é viver em um mundo onde conseguimos não nos preocupar com a prova de amanhã, com o dinheiro que falta pra conta de luz e com os milhares de obrigações que nos são empregadas no decorrer da nossa vida.

É como se levitassem a metros do chão, em cima de um belo bosque, coalhado de flores, um sol a esquentar nossa pele, acompanhado de uma brisa agradável e típica de dias de primavera. É belo, lindo e inspirador, mas num piscar de olhos somos trazidos abruptamente ao mundo real. Ao corredor abarrotado de um ônibus ou a uma noite fria e silenciosa.

Não importa o lugar, a hora, o barulho e até mesmo a cor da página ler é dos mais preciosos hábitos - senão o mais. O hábito de ler é o mais ilustre dos hábitos que uma pessoa possa ter. Para um leitor não importa as metas, a cor da pagina, o lugar, o barulho ou a hora, para ele o que importa é ler, adquirir conhecimento em uma sociedade onde saber ou mesmo desligar-se desse mundo e ir para outro totalmente diferente do seu onde tudo é praticamente possível.

Qual(is) seu(s) hábito(s) de leitura? Deixe nos comentários.

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22 de novembro de 2013


Amantes dos livros e de um ao outro


Eu me apaixonei. O jeito dele me encanta ele é bonito. Mas beleza só não basta é preciso ter conteúdo e ai entra outra coisa nela que eu gosto, a inteligência dele me impressiona. Faço planos, nos imagino, amantes dos livros e de um ao outro. Me sinto bem pelo fato de só te olhar, poder ver seu sorriso, por você está perto e sua ausência deixa algo ausente em mim, não sei explicar o que mas fico diferente sem você. E a cada coisa que descubro sobre ele entro em êxtase.


Olho para livros e logo me vem ele na cabeça, com seus óculos de armação grossa, o cabelo negro e longo com um largo sorriso na cara, olhando para mim com um livro na mão, com aquele olhar de "agora estou feliz porque você está aqui".

Queria ter a chance de te olhar nos olhos e dizer o que eu acho de você. Mas não tenho esse privilégio. Quero te dizer o que eu sinto e escutar depois uma resposta e conforme seja eu vou deixar tudo isso entregue à inércia da vida.
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21 de novembro de 2013


Não crie expectativas e, de repente, surpreenda

A poucos dias comecei a escrever meu livro. Nele vou colocar um puco de cada parte de mim. Sei que é como cair de paraquedas em uma ilha deserta cheia de desafios a se enfrentar mas eu tenho um "você tem que fazer isso" gritando dentro de mim. Vou tentar, tentar, tentar... quantas vezes for possível. As chances de tornar-me um "escritor gigante" sendo eu um anão no meio de tantos talentos são minimas ou se não dizer impossíveis. Tentarei tornar ele um livro espetacular, mas será difícil pois sou marinheiro de primeira viagem. Faço esse livro em quase segredo já que algumas poucas pessoas sabem, outras não. Eu gosto de desafios ai é um onde eu sou meu próprio inimigo.

Ele vai ficar uma sopa de emoções ora impressionante, ora triste, ora empolgante e ora desafiador. Escrevo esse livro quase que como uma diversão, como tudo que faço, por mais seria que seja a tarefa. Não sei o que me espera no final, é como se eu saltasse em um buraco escuro sem saber o que me espera no fim, mas uma coisa eu sei se alguma editora vier a aceitar o livro ficarei feliz com o resultado.

Crio expectativas, mas eu sei também que posso quebrar a cara, já fiz isso muitas vezes sei me dar com essa situação. Faço esforços para não esperar nada do fim dessa historia. "Não crie expectativas, e de repente surpreenda." Digo sempre isso pra mim, as vezes chega a funcionar. É isso que farei, tudo em segredo até que alguém chegue pra mim, com o livro na mão, e diga que o escritor tem o mesmo nome que eu.

Não quero falsidade, por isso não contarei nada a ninguém, não quero amigos dizendo que irão adorar ler o livro ou que com certeza comprariam um exemplar. Quero surpreender as pessoas ao final de tudo isso e claro me divertir. Não tenho ambição mudar o saldo da minha conta, não quero sair na capa da revista e muito menos me tornar uma outra pessoa, quero continuar a ser eu, sem mais nem menos. Faço isso como se fosse uma válvula de escape das minhas emoções, e por que gosto disso.

Dedicarei à você o todo e o fim dessa história maluca...
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