21 de abril de 2014


O bibliotecário amigo.

Sinceramente, eu não sei por onde começar esse texto.
Quem nunca foi na biblioteca da escola atrás de um livro e ele estava alugado? Pois é, isso aconteceu comigo um tempo atrás. E nisso ficava indo na biblioteca todos os dias, duas vezes, durante os intervalos. E nessas idas e vindas, fiz amizade com os bibliotecários de lá. Uma amizade ainda não tão evoluída, laços não muito estreitos, mas não deixa de ser uma amizade.

Minha serie só pode alugar livros as sextas, o que realmente uma pena. E na maioria das vezes nas vésperas das sextas eu vou à biblioteca pra procurar um bom titulo para passar o fim de semana saboreando. E em uma dessa sextas da vida eu tive que faltar por motivos de força maior (um vídeo do meu canal do YouTube) e não pude alugar o livro que eu queria. Algumas vezes eu alugo o livro por mera curtição, pra ler quando tiver um tempo livrem, e outras vezes estamos querendo nos informar sobre algo, querendo entender alguma coisa e precisamos realmente alugar um livro. 

E foi na quarta feira, quando eu fui à biblioteca escolher, prematuramente, o titulo da vez, que eu me dei conta que a sexta seria um feriado. Eu estava com uma amiga minha na biblioteca e ela queria levar um livro, só que era uma quarta, sem contar do fato de a gente presenciar duas garotas que chegaram e perguntaram se poderiam levar livros e receberem um "não" dos bibliotecários. 

Minha amiga achou um livro pra curtir e eu, eu precisava levar o livro pois teria tempo no final de semana para lê-lo e ficar por dentro do assunto, resolvi que iria convencer o bibliotecário a deixar, eu e minha amiga, levar os livros, ele disse que sim, mas com uma condição, que eu contasse para as pessoas que nos visse carregando o livro que era apenas uma renovação do aluguel. E adivinhem o que aconteceu? Assim que nos chegamos à sala um amigo perguntou: "E hoje é dia de alugar livro?" respondemos falsamente "É renovação". 

De muitos "melhores amigos" que temos, creio que muitos levariam anos de amizade para, quem sabe, superar aquele seu amigo bibliotecário. 


CONTINUE LENDO ››

18 de abril de 2014


Eu te chamei.

Alguns dias atrás fui ao centro da cidade com uns amigos da escola resolver umas coisas. E como de costume eu sempre que vou ao centro, vou a algum sebo comprar ou só mesmo olhar livros. Dessa vez eu não estava só, tinha um amigo comigo, quando me veio à cabeça a ideia de chamá-lo pra ir num sebo.

Eu o chamei para me acompanhar, ele falou que queria ir pra casa jogar um jogo online, chamado LOL. Eu não dei por perdido insisti, chamei, ele disse que estava cansado e com fome, sendo que eu também estava cansado e com fome. Ele não quis ir, eu parei então me despedi e fui rumo aos sebos da vida. Assim que lá cheguei estava fechado, mas não existe só um sebo no centro, fui a outros, e depois em outro quando em fim achei um aberto.

Era o sebo do Seu Claudio, ele tinha se mudado, então dá pra imaginar a bagunça que aquilo estava. Livros e mais livros amontoados em um cubículo, só tinha espaço para uma pessoa passar. Mas não dei por perdido, comecei a garimpar por livros que me interessassem no meio daqueles livros todos. Mas o Seu Claudio tratou logo de pegar sua escada e a me dar livros para olhar e pegar os que mais me agradassem. E foi em meio a esses vai e vem de livros que eu achei Clarice Lispector, O chefão, O código da Vinci, Stephen King, Guerra e Paz e por aí vai.


Separei uma pilha de livros, o modo de venda do Seu Claudio é um tanto curioso e aleatório, ele conta os livros, e dá um preço, no meu caso foi oitenta reais em uns 15 livros, não estava caro, só que eu não tinha todo esse dinheiro. Falei pra ele que só tinha vinte reais no bolso e ele disse pra eu escolher quatro livros da pilha. Eu escolhi os quatro e ele disse que ia guardar os livros pra eu ir pega-los depois, e ele o fez. Sai do lugar com o coração na mão, como ficariam os livros que eu lá deixei? Eu vou ter dinheiro para pega-los? Coisas da vida. Mas eu vou, de fato, voltar para pega-los. Voltei pra casa e mandei as fotos dos livros escolhidos pro meu amigo, àquele que eu tinha chamado no começo. O que eu disse?


- Eu te chamei.

Moral da historia: Se seu amigo leitor te chamar pra ir num sebo, não hesite, vá! Com certeza aquele lugar vai te surpreender em todos os sentidos.
CONTINUE LENDO ››

5 de abril de 2014


Eu, Clarice e Nossos Encontros




Faz um tempo, acho que um ano ou mais, que eu peguei um fascínio pela escritora Clarice Lispector, tudo começou quando eu estava de bobeira na internet e acabei parando em uma pagina de uma blogueira que falava alguma coisa relacionada à autora e ao apreço dela pelas artes, inclusive no texto tinha uma foto de um quadro onde estava desenhado um pássaro azul. No texto tinha um vídeo, que se tratava de uma entrevista de Clarice com um cara, na emissora Cultura, ela estava aborrecida, parecia irritada, fumou na entrevista e não queria conversa.

Foi aí, nessa noite que eu quis descobrir mais dessa mulher. . Não por meio de pesquisas na internet, mas por livros, filmes tudo que viesse a partir dela. Ela me encantava de certa forma, não sei explicar como. Foi também por meio da entrevista, que mostrou um trecho do filme "A hora da estrela" inspirado na obra de mesmo nome escrita pela Clarice, que eu fiquei louco pelo livro. Procurei em sebos, e nada. E foi em um bazar de livros, onde eu menos imaginava encontrar aquele livro. Que eu o achei. A Hora da Estrela, inexplicável foi minha alegria quando achei aquele livro. Sai do bazar fui pra casa, no ônibus peguei o livro e fui devorando no caminho, não passou dois dias e ele era um livro para ainda terminar. Mais tarde soube que a vida da autora iria virar filme, que inclusive ainda estou por esperar.



E um tempo atrás comecei a leitura do livro "Felicidade Clandestina", que reúne textos feito pela autora, lia no meu leitor de livros (Kobo), que apesar de ser feito só para livros tem lá suas limitações. O tempo passou, eu tive um hiato de leitura, passei alguns muitos dias sem tocar em livros e aos poucos voltei a rotina de leitura.



No sábado passado fui ao centro da cidade. E como de costume, fui a um sebo. Uma coisa que eu faço quando eu vou a um sebo, é entrar lá sem nenhum livro em mente, apenas esqueço tudo e deixo o lugar me surpreender. E é o que acontece de fato. Ao chegar no sebo falei com o Sr. Claudio e ele me veio com a mesma pergunta de sempre "você gosta de romance, clássico, autoajuda o que?" e eu sempre respondo "eu gosto de tudo seu Claudio, de tudo um pouco eu gosto". E ele tratou logo de pegar a escada dele e foi pegando umas pilhas de livros e me dando pra eu ver se algum livro dali me interessava. As pilhas continham livros dos mais diversos tipos, desde espiritismo até engenharia o que torna divertido analisar elas. E livro vai livro vem. E em uma pilha que nada prometia eu o achei "Felicidade Clandestina", meus olhos brilharam quando eu vi aquele livro. A partir daí, aquele meu dia começou a valer a pena.


Outro dia estava na biblioteca da minha escola, de cara com a parede dos clássicos quando eu fui tirar meu celular do bolso pra fotografar os livros e um papel caiu do meu bolso e foi pra de baixo da estante de livros, me abaixo pra pega-lo e quando eu olho pra última prateleira vi o paraíso. Uma prateleira inteiramente dedicada a Clarice Lispector. Fiquei maravilhado com aquilo. Assim que quitar as atuais leituras vou, com certeza, lá pregar um, quem sabe dois livros da autora pra desvendar esse mundo, que nasceu de um simples e singelo "sim". E ai serão encontros que não caberão nos dedos das mãos.

CONTINUE LENDO ››

POSTS SUGERIDOS