Solidão

Por Cristyam Otaviano - maio 05, 2018

Pensando na situação passo, no que tem acontecido, tento imaginar, perguntar a mim mesmo se serei capaz de amar de novo. Voltar a provar amores que coloquem a prova, tudo de mais forte que já construir. Quanto tempo isso vai durar?

A solidão não assusta mais, estou só, mas isso não me tira mais o sono. É preciso conviver um pouco com ela e aprender mais sobre eu mesmo. Sim, é como eles chamam de amor-próprio. É fase, a vida é feita de fases, até porque se for sempre a mesma coisa, seria um saco.

Na vida há tempos para recomeços, novas chances, mudanças. Hoje, isso já não me enlouquece, o amanha pode ser melhor, e sei que, assim como os dias vêm e vão, isso passará. Só preciso me manter a mente sã e permanecer vivo. Entre dias de tempestades e incêndios, eu sou a paz. E isso incomoda as pessoas, porque a paz as ofende.


A paz de monólogos que faço na minha cabeça barulhenta, conversas que tenho com minha cachorra, respostas vindas do teto do meu quarto, sinais que recebo da vida. Sem perfumes para não me lembrarem, silencioso, interno assim tenho sido, não quero ser lembrado assim, mas por ora, acabo sendo, e peço que me esqueça pois, esse não sou eu.

Um mês, uma semana, um dia, uma hora não sei quanto tempo se leva para a vida voltar a sê-la. Espero sem pressa, já tive muita pressa de viver, e acredite, não foi bom. Não espero esperando, espero vivendo. O amor chega, ou mesmo voltar, o futuro é um mistério.

Então fiz as pazes com a solidão. Conviver e tê-la como companhia. Solidão que aprendi a aceitar, mesmo com todos seus defeitos, suas imperfeições, seus silêncios, seus humores, vazios e (as vezes) desertos. Quem sabe com ela aprender a ser mais eu, a sermos nossas melhores companhias, aprenda que nosso lar somos nós mesmo, a ser o amor da nossa vida, a (re)começar e voltar a amar.

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