Mudanças

Por Cristyam Otaviano - maio 29, 2018

Mude, mas que se mude em silêncio.

Mudei e peço que me desculpe por não ser mais o mesmo em mim, mas ainda existo em pessoas por aí, algo velho, ultrapassado. Cansado por carregar pesos, pessoas e fatos de um passado sem sentido, me livro de tudo que me prende a quem já não sou mais. Finalmente, aceitando fatos e vivendo as verdades, noto que os dias hoje são outros.

A caminho do desconhecido no amanhã, transformando os dias, ir. Na companhia da solidão, fica um rastro de amor por onde se passa. Refaça os passos e estarei lá. Cresci e ninguém ouviu, não se fez um barulho se quer no silêncio da vida vazia. Calmaria meio a um mundo enlouquecido.


Do zero ou o velho novo. Seja como for, é um recomeço pois, já estamos nascidos. Começar, algo além disso é um reinicio do viver. Renova, faz um caminho diferente, vai, roda o mundo, remonta o amor, tente descobri-lo, desenhe um mundo onde somente você existira. Marque a verdade na sua pele, se jogue de lugares cada vez mais altos. Coragem!

Quem existe não condiz com quem nos somos. Alimente sua loucura, queime de dentro para fora, explode tudo que já existiu um dia. O passado não faz mais sentido, quem sabe a vida nunca tenha feito. Mude em silêncio e ouvira todos gritarem sobre o novo.

O passado entra em contradição com o hoje pois, já não somos os mesmos, sinto por muito por isso. Mudamos por isso tudo parece incompatível. Certas verdades, e pessoas, não faz mais sentidos levar para vida. Mudar é deixar, sejam verdades, pessoas, lugares, coisas e até nós mesmos.


Nos tornamos monstro para quem já não nos conhece, mas aqui dentro reina a mais perfeita normalidade.

Mudamos, e com isso podemos nos tornar exatamente aquilo que querermos, como também alguém distante, fora da realidade que imaginamos. Aquele que conheceu, não é o mesmo, não sou definido, sou um processo inacabado. E peço que não me julgue por quem era, me julgue por quem me tornei.


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