30 de maio de 2017


Único

Eu não vejo amor, eu sinto. Sentir-se vivo na ausência de demônios, de drogas e filmes é libertador. A vida do nada se torna incrível. Estou livre. Espero que isso não passe, e se passar que logo retorne. Cada conversa sobre os ideais, os toques, o cheiro, as tentativas e provocações todos iluminados  pela pouca luz vinda da janela. 


Duvida, incertezas, medos e segurança, todas estão por aqui. O tempo lá fora voa, só quero ficar aqui com você. Só com você, ser feliz, ser forte. Só ser. Te abraço forte, não quero que escape. Não quero precipitar-me, não espero machucar-me, mesmo que seja preciso, mas sabemos que será inevitável.

Vejo como se contradiz em cada movimento. O seu cuidado só confirma que talvez valha a pena todo o risco. Sei que pode ser a pessoa errada, mas também que pode ser a pessoa certa, a ultima. Será só jogo? Teste?

A forma como fala, até de mais, como vê o mundo, de uma forma inflexível encanta. E se uma pessoa entrasse na sua vida e te fizesse repensar tudo, desconstruísse tudo que você já pensou algum dia? Você responde que deixaria entrar, assim como fez me deixando conhecer o seu mundo, mesmo que pouco. 

Já estive aí, em você, conheço seus caminhos e você sabe que quando eu for embora não será a ultima vez. É tanta coisa pra dizer que nada sai. Complicado. Talvez nem seja, a gente é que complica tudo.
 
O nosso tempo aqui é curto, até o momento que eu estiver aqui não quero ser só mais um, especial, o mais marcante, o primeiro, ou mesmo o ultimo. Quero somente, me sentir único. Ser único.

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