16 de agosto de 2016


Feriado


A vida volta à rotina. Depois de quatro dias de um feriado bem merecido, o mundo acorda. O cansaço e a dor nas costas são amenizados após noites bem dormidas e horas de um genuíno descanso.

Uma foto publicada por Cristyam Otaviano (@cristyamotaviano) em

Uma tarde de céu azul e com vários nadas para serem feitos, é o que todos queremos quando levamos uma rotina altamente conturbada e corrida, uma calmaria em meio a tempestades é sempre bem vinda.

Estamos cansados para tudo, até mesmo para viver. Voltamos a fazer aquilo que não fazíamos há tempos, sentir aquele prazer de então redescobrir as coisas. Deitar no chão frio, sentir maciez da cama, coisas que passam despercebidas por nos durante a maior parte do tempo.

Créditos: Pixabay
As coisas retornam estranhas, parece que foi uma eternidade, mas foram somente quatro dias. Quem diria que sentiríamos saudades da época em que ficávamos sozinhos em casa, a mesma solidão que um dia fez mal acaba sendo nossa companheira. Aprecio a casa sem vida, vazia e o silencio quase que sepulcral só quebrado pelo canto dos pássaros lá fora.

Sem esquecer as comidas, essa é a época mais convidativa para quebrar a dieta, uns deliciam-se no seu porco a pururuca, outros no chocolate que vem junto com a temporada, eu prefiro brincar de Master Chef com panelas da mãe, às vezes ate dá certo, às vezes não.

Uma trégua da rotina para por a série em dia, arrumar aquela bagunça no quarto, que não sabe o que é uma vassoura faz uns bons tempos. Rever os amigos que estudam fora, e que vieram visitar a família, sair com os eles para a praia que há meses vinha seno planejada, contudo nunca saia e o feriado permitiu isso.

Fizemos tantas coisas em quatro dias que fez esses dias parecer não ter mais fim, talvez porque esquecemos o que era viver antes disso. Dançamos aquele hit ao volume máximo ainda que não saibamos dançar, mas não ligamos e dançamos mesmo assim.

Esses dias vieram, e aproveitamos aquilo que queríamos fazia tempos, mas que ainda não tivemos a oportunidade de fazer, mesmo que seja nada. Uma trégua da vida, que tem hora e lugar para acontecer, da rotina escrava de um livro chamado Agenda. O aleatório da vida foi ligado, as coisas deixam-se fluir. Puro acaso e vontade do destino.

Voltamos a chata rotina e mesmo que não gostemos disso, quase que não nos importamos, estamos leves, a alforria serviu para zerar o contador de frustrações da vida, livrar-se daquilo que nos fazia mal. E ainda que ao tédio e a monotonia, só nos resta esperar o dia que o despertador irá tocar pra nos tirar daquele sono profundo, e despertar aquela vontade de dormir mais um pouquinho, que logo sossega quando lembramos que é feriado.

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