9 de dezembro de 2013


Pedra, papel, e-reader

Desde o pergaminho, de Alexandria, até os livros impressos pela invenção de Gutenberg o papel se mostrava o melhor meio já inventado pelo homem, para a propagação do conhecimento. Todo esse potencial do papel entrou em xeque no dia em que inventaram a TV e junto o computador e o celular até chegar ao e-Reader, alvo de discussões sobre a substituição desses aparelhos pelos livros – o que em minha opinião nunca ocorrerá – 

Livros são de longe os objetos mais valiosos do mundo, conhecimento é o que eles trazem consigo, na sociedade de hoje quem sabe, pode. E eles passaram a entrar em xeque quando veio a tecnologia e a facilidade do acesso a informação. Uma revista que antes era comprada nas bancas, hoje tem suas manchetes lidas na tela do smartphone em qualquer lugar sem precisar pagar nada. Lembro-me como hoje quando minha mãe buscava uma mulher, que mora perto da minha casa, pra ir atrás de livros que falassem do folclore. Uma tarefa um tanto árdua, quase impossível.

Hoje temos acesso à informação que quisermos onde estivermos, desde que - condição - estejamos conectados a rede mundial de computadores. Vulgo: Internet. Isso traz uma gama de informações, mas elas não são módicos a todos as pessoas, ai entra o livro na história. 

Os livros não usam eletricidade, podem ser usados a qualquer hora e em qualquer lugar, até mesmo no espaço sideral ou em uma ilha deserta. Mas para que possam ser lidos é preciso que se tenha o livro, e hoje em dia eles não são tão acessíveis em relação aos seus preços. Ser culto custa caro. Sem contar que para seria necessário o aumento das bibliotecas públicas, com um amplo acervo. 

Aí entram os e-Reader, ele ainda não são tão acessíveis, mas o crédito como hoje, no Brasil, nunca foi tão alcançável. Segundo dados 75% da população brasileira possui algum cartão de pagamento, isso facilita a compra de um e-reader. Sem contar que você pode carregar uma coleção inteira de Game Of Thrones nesses aparelhos e esquecer os problemas de coluna. Quanto ao ato de ler, pessoas menosprezam os coitados dos e-Reader por que gostam de sentir, cheirar e ter o livro. Pra mim isso é mito, já li vários livros em e-Reader'a e continuarei a ler, o que me importa é estar a ler, não importa se é no celular, na TV  – que eu acho bizarro  –  ou no e-Reader.

Na antiga Mesopotâmia era usada a escrita cuneiforme – em forma de cunha – onde na argila, ainda mole eram talhados vários símbolos que mudavam conforme seus significados. Ai veio o Papiro, revolucionário, que lotava a maior biblioteca existente até então. Após alguns séculos veio Gutenberg com sua magnifica imprensa, que imprimia livros em algumas horas ou dias, até então feitos a mão – verdadeiras relíquias – . Em seguida veio os e-Reader's, maquininhas pequenas, quase que bibliotecas, que geraram discussões – como essa . E há quem fale em audiolivro...

Só queria uma luz dos seres divinos pra descobrir aonde essa toda história vai parar.

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